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  Planetário Rubens de Azevedo

Astronomia

Objetos do Céu Profundo  Nebulosas

NEBULOSAS

    O estudo das nebulosas envolve essencialmente os tipos de  estrelas Novas e Supernovas que surgem de  fenômenos diferentes. Embora que ambas sofram o mesmo tipo de aumenta repentino de luminosidade ocasionado pelo início de reações termonucleares descontroladas.

  As supernovas são registradas desde o ano 1300 a.C., os registros mais conhecidos são:

            - Nebulosa do Caranguejo (SN 1054);

            - Nebulosa SN 1572;

            - Nebulosa SN 1604;

            - Nebulosa SN 1987A.

  Obs.: SN significa SuperNova, e o número seguinte refere-se ao ano da descoberta.

  Supernova é o resultada da morte de uma estrela por explosão, é a forma mais violenta da morte de uma estrela. Estrelas com massas muitas vezes maiores do que a do Sol na sua fase estável, têm como destino terminar suas vidas em explosões maciças chamadas de Supernovas. É a destruição completa de uma estrela, um fenômeno de tamanho galáctico que pode ser visto a enormes distâncias. No início do processo, o brilho da estrela pode aumentar até um bilhão de vezes em apenas alguns dias, ficando tão brilhante quanto uma galáxia. Com o passar do tempo o brilho e a temperatura diminuem bastante. A explosão de uma supernova chega a lançar ao espaço interestelar até 90% da matéria estelar. A estrela residual com massa 1,5 vezes a massa do Sol, passa por processos em que os elétrons se chocam com os prótons originando nêutrons, a estrela fica cada vez mais compacta, com cerca de 15Km de diâmetro e super  densa, transformando-se numa estrela de nêutrons ou um pulsar.

 

    Uma das mais famosas supernovas conhecida é a Nebulosa do Caranguejo.

Foto: NASA / ESA / HUBBLE

A Nebulosa do Caranguejo, SN 1054, ou M1, Foi observada pelos chineses em 1054. Está a 6.300 anos luz de nós. Possui um pulsar no seu centro.

A SN 1572, observada pelo astrônomo dinamarquês 

Tycho Brahe em 1572 na constelação da Cassiopéia.

Foto: NASA 

A Supernova observada por Tycho Brahe em 1572 foi mais brilhante do que o planeta Vênus, atingiu a magnitude de -4,0.

SN 1604, a Supernova de Kepler, na constelação da Serpente.

Foto: NASA 

A Supernova observada por Johannes Kepler em 1604, atingiu a magnitude -3.

      As Novas acontecem em anãs brancas que são componentes de sistemas binários em que ocorram transferências de massas da companheira para a anã branca. Na maioria dos sistemas onde acontecem as Novas, os períodos orbitais são muito curtos, durando as vezes algumas horas.

    Com o preenchimento do Lóbulo de Roche, ocorre então a transferência de matéria da estrela de maior raio, na maioria dos casos de menor massa, para a anã branca.

 Seguindo a definição de um dos maiores astrofísicos brasileiros, o Prof. Dr. Kepler de Souza Oliveira Filho, “Lóbulo de Roche delimita o volume em volta de um objeto dentro do qual a matéria está gravitacionalmente ligada a ele. Como a matéria tem momentum angular, ela forma um disco de acresção em volta da anã branca. A acresção se dá devido à viscosidade no disco (há colisões entre as partículas), que faz parte da matéria espiralar até a atmosfera da anã branca.”

Ilustração: NASA 

A ilustração mostra uma Anã branca e seu disco de acresção, acretando hidrogênio  da companheira de maior raio.

    Ainda segundo o Dr. Kepler, “a ilustração mostra um sistema binário transferindo matéria, que forma um disco de acresção em volta da estrela que recebe massa. A matéria não pode cair diretamente na estrela, por conservação de momentum angular.

A curva de luz das novas apresenta um rápido aumento de brilho, da ordem de 1 dia, de até 9 magnitudes, e um declínio de 3 ou 4 magnitudes em algumas semanas, seguido de um declínio mais lento, de até 10 anos. Aproximadamente 50 novas ocorrem por ano em galáxias massivas como a Via Láctea.”

     Como se pode notar, as Novas são explosões rápidas e ocorrem na superifície da anã branca. Quando a temperatura dos gás acretado ao disco de acreção atinge a casa de milhões de Kelvin, ocorre a fusão nuclear e esse gás é violentamente expelido para longe, dando origem ao que chamamos de Nova. Já foi detectado que existem Novas recorrentes, ou  seja, volta a ocorrer explosões na mesma anã branca.

      Convém notar que Novas e Supernovas NÃO SÃO estrelas e sim explosões. A ilustração abaixo, dá uma boa ideia de uma Nova.

Ilustração: David A.Hardy / www.astroart.org & PPARC

Acresção de material de uma gigante vermelha por uma anã branca, em seguida produzindo uma Nova.

 

ESA - Nebulosa do Caranguejo com Pulsar no centro.

ESA - Nebulosas Planetárias

ESO - Belíssimo zoom na Nebulosa da Hélice

Planetário Rubens de Azevedo

Conteúdo e manutenção do site : Prof. Dermeval Carneiro

Fortaleza - Ceará - Brasil