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CÉU DE CADA MÊS

2024

    Apresentamos um vídeo com o aspecto do Céu noturno de cada mês do ano de 2024. Os planetas que estão visíveis, os fenômenos astronômicos do mês e os objetos astronômicos mais interessantes de serem observados através do telescópio e, quando possível, a olho nu e também através de um binóculo. Basta escolher o mês e "clicar".

Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro

O Céu de Janeiro

Tradução:

O céu do Verão (para o Brasil) e do Inverno (no caso do Hemisfério Norte) é cheio de estrelas brilhantes. Uma antiga constelação. Auriga foi retratado como um pastor de ovelhas pelos gregos e Romanos. Auriga é um belo diadema de estrelas enfeitando o céu. Capella é a estrela mais brilhante da constelação, e é uma estrela dupla. As duas estrelas são amarelas como o nosso próprio Sol, mas são cerca de 10 vezes maior e 50 e 80 vezes mais brilhantes. Perto de Auriga vemos a grande constelação do Touro. Na Mitologia grega, este grupo de estrelas representava Zeus sob o disfarce de um touro branco com chifres de ouro. O olho do Touro é Aldebaran, uma estrela gigante vermelha que está se aproximando do final de sua vida. A cabeça do Touro, em forma de V, é formada pelas Hyades , um aglomerado de belas estrelas facilmente visíveis a olho nu.

O aglomerado de estrelas Plêiades fica perto da cabeça do Touro . Grande e brilhante, esse grupo de estrelas é muito conhecido no céu e é freqüentemente chamado de " Sete Irmãs " ou "Sete Estrelas". A olho nu você pode ver apenas seis ou sete estrelas, mas o aglomerado contém mais de 250 estrelas. Você pode ver melhor as Plêiades através de binóculos. As estrelas desse grupo estelar são quentes e jovens, com cerca de apenas 50 milhões de anos. Estão envolvidas em uma nuvem de poeira que reflete a luz azul dessas estrelas.

Adaptação do texto: Dermeval Carneiro

Texto adaptado de: Tonight’s Sky 

http://hubblesite.org/explore_astronomy/tonights_sky/

Céu de Fevereiro

O Céu de Fevereiro

Tradução:

O céu do Verão (para o Brasil) e do Inverno (no caso do Hemisfério Norte) é cheio de estrelas brilhantes e apresenta uma das melhores regiões do Céu para observações. Órion, o Grande Caçador da mitologia grega, domina o céu do verão. Esta constelação é uma das mais fáceis de reconhecer, no meio dela encontram-se as Três Marias (como são conhecidas no Brasil). Betelgeuse, que faz parte da constelação, um dos "ombros" do Órion, é uma estrela supergigante vermelha cerca de 650 vezes maior do que o Sol. Seu brilho equivale a dezenas de milhares de sóis. Betelgeuse está perto do fim da sua vida. Com o combustível no núcleo da estrela praticamente esgotado, o núcleo está se contraindo e aquecendo, fazendo com que as camadas gasosas exteriores da estrela se expandam. Rigel, é um dos "joelhos" do Órion, é um sistema triplo de estrelas composto de duas estrelas menores orbitando uma supergigante azul. A estrela supergigante azul tem uma vida útil curta. Estrelas supergigantes azuis são muito mais quentes que o nosso Sol e queimam seu combustível rapidamente. O Cinturão de Órion é fácil de detectar. É composto de três estrelas (as Três Marias), cujos verdadeiros nomes são: Alnitak, Alnilam e Mintaka. Abaixo e à esquerda do Cinturão de Órion, você pode detectar a Grande Nebulosa de Órion. Embora pouco visível a olho nu, é a nuvem de gás difuso mais brilhante do céu noturno. Nebulosa é o nome em latim para "nuvem". Incrustada no interior da Nebulosa de Órion está o Trapézio, um grupo de estrelas quentes e jovens tão brilhante que torna brilhante o gás circundante.

A constelação de Canis Major, o Cão Maior, é o companheiro fiel que segue os passos do caçador Órion. Canis Major é dominado pela estrela mais brilhante no céu noturno, Sírius que na verdade é um sistema duplo, contendo uma estrela brilhante e outra muito menor, a companheira mais fraca. Fica apenas a 8.6 anos-luz de distância de nós. Fazendo uma varredura com binóculos, logo abaixo de Sirius você verá um encantador aglomerado de estrelas chamado M41. Ele contém cerca de 100 estrelas, incluindo várias gigantes vermelhas. As estrelas do aglomerado M41 nasceram juntas e são todas da mesma idade.

Adaptação do texto: Dermeval Carneiro

Texto adaptado de: Tonight’s Sky 

http://hubblesite.org/explore_astronomy/tonights_sky/

Céu de Março

O Céu de Março

Tradução:

À medida que o verão se transforma em outono (no hemisfério sul) e do interno em primavera (no hemisfério norte), o céu também muda com novas paisagens estelares. A constelação de Órion, com seu cinturão brilhante, ainda domina o céu noturno. Próximo do Órion (acima do braço levantado), fica a constelação de Gêmeos. Onde na mitologia grega, os Gêmeos acompanharam Jasão e os Argonautas em sua expedição em busca do Velocino de Ouro. Cada irmão tem uma estrela de referência em suas cabeças, sendo elas as estrelas Castor e Pólux. Pólux é uma gigante amarela e hospeda um planeta do tamanho de Júpiter. Já Castor é um sistema de três pares de estrelas ligadas em uma intrincada dança gravitacional. Aos pés dos irmãos Gemini há uma mancha difusa que binóculos ou um pequeno telescópio mostram ser um aglomerado de várias centenas de estrelas chamadas M35.

 

No céu também pode-se observar a Hydra (cobra d’água), a constelação mais longa do céu. Onde possui diversos objetos que podem ser visíveis a partir da utilização de equipamentos óticos, como o caso das galáxias NGC 3923 e M83. A NGC 3923 é uma galáxia elíptica que consiste de bilhões de estrelas antigas com cor amarelada, sendo capaz de ingerir galáxias menores e assim criando várias camadas na qual são chamadas de conchas concêntricas estelares. Já a galáxia M83, também conhecida como galáxia Catavento do Sul tem um formato de espiral barrada, com faixas de poeira escura, aglomerados de estrelas azuis e nuvens rosa brilhantes formando estrelas. Ao observar a M83 na frequência de raio X, observa-se em seu centro uma grande emissão de raio X, ocorrendo devido a um buraco negro enquanto engolem estrelas próximas.

Adaptação do texto: Dermeval Carneiro

Texto adaptado de: Tonight’s Sky 

http://hubblesite.org/explore_astronomy/tonights_sky/

Céu de Abril

O Céu de Abril

Tradução:

O céu do mês de abril está repleto de objetos a serem observados. Ao olhar a noite para o norte, você encontrará a constelação da Ursa Maior, onde no meio da alça estão Mizar e Alcor, uma estrela dupla discernível a olho nu. Com a ajuda de um telescópio, Mizar e Alcor são um par de estrelas brancas como diamantes. Durante a primavera no hemisfério norte e outono no hemisfério sul, a nossa visão está longe do plano nublado da Via Láctea, e a visão mais clara revela outras galáxias. Perto do final do cabo da Ursa Maior está a galáxia do Catavento, também conhecida como M101. Um telescópio terrestre revela sua forma espiral. Com o olho do Telescópio Espacial Hubble, podemos ver estrelas individuais que compõem esta galáxia espiral. A Galáxia Catavento é semelhante em tamanho e forma à nossa galáxia, a Via Láctea. Podemos vê-la por imagem em infravermelho, raio X e pelo visível, permitindo-nos ver o gás galáctico, buracos negros e estrelas de nêutrons.

 

Próxima a Ursa Maior está um par de galáxias:  M81 e M82. As duas galáxias estão relativamente próximas, apenas a doze milhões de anos-luz de distância e muito próximas uma da outra, separadas por apenas 150 mil anos-luz. Ao sul da Ursa Maior vagueia outra grande fera: Leão. Na constelação de Leão, seu coração brilhante é marcado pela estrela Regulus: um sistema de quatro estrelas, sendo duas estrelas duplas orbitando uma à outra. Dentro do estômago da constelação, existem várias galáxias. Duas delas:  M95 e M96, que são espirais grandes. Uma visão infravermelha da M95 mostra uma galáxia ordenada vista de frente. Uma visão de luz visível de M96 mostra uma galáxia assimétrica, provavelmente perturbada gravitacionalmente por encontros com seus vizinhos.

Adaptação do texto: Dermeval Carneiro

Texto adaptado de: Tonight’s Sky 

http://hubblesite.org/explore_astronomy/tonights_sky/

Céu de Maio

O Céu de Maio

Tradução:

Nas noites da primavera ao norte e outono ao sul do planeta é possível observar várias constelações no céu. Olhando para o norte encontramos a Ursa Maior. Passando pela curva da sua cauda, desça pela brilhante: Spica. Um par de enormes estrelas branco-azuladas. No céu também podemos observar a constelação de Virgem, que dominará o norte do céu de maio. Diante da Virgem, desviamos o olhar do plano lotado e empoeirado de nossa própria galáxia. Tendo uma visão menos obstruída do universo mais profundo e assim podendo observar diversas galáxias. Uma delas é uma galáxia lenticular, ou em forma de lente, conhecida como Sombrero. O Telescópio Espacial Hubble da NASA fornece uma visão detalhada das faixas escuras de poeira que circundam o núcleo brilhante da Galáxia de Sombrero. Logo acima da forma de “Y” em Virgem está uma concentração de aproximadamente 2000 galáxias conhecidas como Aglomerado de VIRGO. Uma das maiores delas é M87, uma galáxia elíptica gigante com trilhões de estrelas e um buraco negro supermassivo em seu núcleo.

 

Ao lado de Virgem fica a constelação Coma Berenices — o cabelo de Berenice, onde estão muitas outras galáxias distantes — entre elas a galáxia espiral M64. A M64 também é conhecida como Galáxias do Olho Negro, devido à área escura em seu disco. Imagens do Hubble mostram que a região escura é uma grande faixa de poeira girando na direção oposta das regiões internas, provavelmente como resultado de uma colisão no passado de galáxias. Atrás da alça da Ursa Maior está a constelação Canes Venatici, os cães de caça. Dentro dos limites desta constelação, logo abaixo da estrela final do cabo da Dipper, os telescópios encontram outro fraco redemoinho de luz: a M51. Hubble mostra a M51 como uma espetacular espiral frontal — a Galáxia do Redemoinho — junto com uma galáxia companheira. Uma imagem de raios X da companheira revela ondas de choque causadas por explosões de um buraco negro supermassivo. Explore as maravilhas do céu de maio, com seus padrões familiares, figuras lendárias e galáxias brilhantes.

Adaptação do texto: Dermeval Carneiro

Texto adaptado de: Tonight’s Sky 

http://hubblesite.org/explore_astronomy/tonights_sky/

Céu de Junho

O Céu de Junho

Tradução:

Ao olhar para o noroeste, encontra-se a Ursa Maior. Ao seu lado temos a constelação do Boieiro, sendo Arcturus: a quarta estrela mais brilhante do céu noturno. No Boieiro também contém uma estrela dupla chamada Epsilon Bootis, ou Izar, um impressionante par de estrelas amarelo-laranja e azulado que pode ser vista por um telescópio modesto. À esquerda do Boieiro fica um semicírculo de estrelas conhecido como Corona Borealis, a Coroa do Norte. Ao lado da Corona Borealis, encontramos Hércules, o homem forte da mitologia grega. Perto do centro da constelação há um trapézio conhecido como Pedra Angular. A Pedra Angular é essencial para encontrar o Grande Aglomerado Estelar em Hércules, um aglomerado estelar globular contendo centenas de milhares de estrelas densamente compactadas. 

 

Fora da Pedra Angular fica outro aglomerado globular: M92. O M92 está mais distante que o aglomerado de Hércules e parece menor e mais fraco através de um telescópio. Uma imagem do Hubble mostra muitas estrelas gigantes vermelhas antigas e brilhantes em seu núcleo lotado. Ao norte de Hércules, cuspindo fogo em seus pés, está Draco, o dragão. O longo corpo de Draco se enrola em volta da Ursa Menor. Localizada ao longo das espirais do dragão está NGC 6543 – a Nebulosa Olho de Gato, uma nuvem de gás brilhante em expansão proveniente de uma estrela moribunda. Os Telescópios Espaciais Hubble e Chandra da NASA trazem o Olho de Gato para uma visão detalhada. Vermelho e roxo representam a luz visível emitida por conhcas de gás quente lançadas pela estrela. O azul é a emissão de raios X do gás quente que rodeia a estrela anã branca que permanece no seu núcleo.

Adaptação do texto: Dermeval Carneiro

Texto adaptado de: Tonight’s Sky 

http://hubblesite.org/explore_astronomy/tonights_sky/

Céu de Julho

O Céu de Julho

Tradução:

O céu do inverno oferece inúmeras constelações para serem observadas. Olhando para a região sudeste do céu está Scorpius, o escorpião. A estrela principal da constelação é Antares, uma estrela supergigante vermelha que se aproxima do fim da sua vida. Antares é uma das maiores estrelas observáveis no céu. Se comparada ao nosso Sol, Antares cobriria no sistema solar para além da órbita Marte. Próxima a Antares fica o aglomerado estelar globular M4. O M4 possui milagres de estrelas antigas, todas formadas na mesma época, com estimativa de idade do aglomerado de 12 bilhões de anos. Na mesma constelação, logo acima do ferrão pode-se encontrar o aglomerado da Borboleta e de Ptolomeu. Estes são aglomerados abertos, em sua maioria as estrelas são mais quentes, azuladas e muito mais jovens do que as dos aglomerados globulares.

 

A leste do escorpião está Sagitário, o arqueiro. Com nuvens estelares brilhantes, incluindo o M22, um dos aglomerados estelares globulares mais próximos da Terra. Uma imagem com o Telescópio Espacial Hubble pode-se observar o núcleo do aglomerado. As interações neste ambiente lotado fizeram com que os enormes cadáveres de estrelas, incluindo buracos negros e estrelas de nêutrons, se movessem em direção ao núcleo. Espalhadas ao longo da Via Láctea, acima do bule de chá, estão numerosas nebulosas: nuvens brilhantes de gás e poeira onde novas estrelas estão se formando. Três das mais proeminentes são a Nebulosa do Cisne, a Nebulosa da Lagoa e a Nebulosa Trífida.

Adaptação do texto: Dermeval Carneiro

Texto adaptado de: Tonight’s Sky 

http://hubblesite.org/explore_astronomy/tonights_sky/

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