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NASCIMENTO, VIDA E MORTE DAS ESTRELAS

 

  O Céu estrelado sempre fascinou os homens de todas as raças, credos e épocas. Os  pontos luminosos que vemos no céu noturno inspiraram os povos de todas as civilizações, sendo palco para criação de mitos e lendas.

     Na verdade esses pontos são gigantescas esferas de plasma (gás eletrizado) em atividade, onde durante suas vidas ocorrem violentos fenômenos termonucleares em seus núcleos.

     Tal como nós e todas as outras formas de vida aqui na Terra - seja vegetal, animal ou mineral, as estrelas nascem, vivem e morrem. Todas as estrelas que vemos no céu, um dia foram formadas, evoluíram e depois vão desaparecer. inúmeras estrelas já morreram e uma infinidade de outras vão surgir. O Universo é dinâmico, nada nele existe para sempre.

    As estrelas nascem no interior de gigantescas nuvens moleculares espalhadas pelo Universo. Essas nuvens de gás e poeira foram originadas pelas primeiras estrelas formadas logo após o Bing Bang que, ao explodirem em supernovas, lançaram ao espaço interestelar os elementos químicos mais pesados forjados nas reações nucleares dos seus núcleos. Esses elementos químicos vieram a ser a matéria prima para a próxima geração de estrelas como o Sol, por exemplo.

     Para exemplificar o processo de formação das estrelas, vamos tomar como exemplo o Sol, a estrela mais importante para nós.

    O Sol se formou a partir de uma dessas nuvens moleculares, que são enormes regiões de poeira e gás.

Foto: NASA / ESA / HBBLE

Nebulosa do Órion, um dos melhores exemplos de região de formação de estrelas. É um verdadeiro “Berçário estelar”, onde milhares de estrelas estão se formando.

Ilustração: NASA

A ilustração acima mostra o nascimento de uma estrela no interior de uma densa nuvem molecular. As regiões mais densas dessas nuvens de poeira e gás se contraem devido a  ação da sua própria gravidade, ficando mais quentes e densas ao longo do tempo. Esse processo continua e vai reunindo cada vez mais material em torno dessas regiões que vão diminuindo de volume até que se forma uma esfera de plasma. O peso das camadas externas da região se torna tão grande que a temperatura e as pressões internas aumentam até atingirem elevados níveis suficientes para haver a fusão dos elementos mais leves em elementos pesados. Esse é o estágio em que as reações nucleares alteram os núcleos dos átomos. Nesse processo, átomos de hidrogênio se transformam em átomos de hélio, energia e partículas e aí, nasce uma estrela. E foi assim que os cientistas acreditam que nasceu o Sol.

As estrelas são verdadeiras unidades geradoras de toda a matéria prima que conhecemos e também da vida – afinal, toda a vida na Terra e em outras partes do universo, foi gerada pelas estrelas. A matéria prima dos compostos da vida, o carbono, foi e continua sendo gerado no interior das estrelas.

O tempo de vida das estrelas é extremamente longo quando comparado com a escala de tempo que usamos na Terra. O Sol, por exemplo, já vive a 5 bilhões de anos e ainda tem mais outros 5 bilhões para viver. Atualmente é uma estrela estável, quando ainda ocorre a queima do hidrogênio transformando em hélio, por isso é considerado uma estrela de vida média.

Existem estrelas com ciclos de vida muito maiores do o Sol e outras com ciclos menores, isso vai depender de suas massas, como já vimos anteriormente. As estrelas maiores e mais massivas têm ciclos de vida menores, da ordem de milhões de anos, porque consomem seu combustível nuclear de forma mais rápida. Já as estrelas menores têm reações nucleares mais fracas, tendo duas vidas estimadas em bilhões de anos. 

Todas as estrelas nascem quase da mesma forma. Já o final de suas vidas, pode ser muito diferente.

Para exemplificar a morte de uma estrela, vamos continuar usando como exemplo o nosso Sol. Os cientistas acreditam que daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos o Sol vai se expandir tornando-se uma gigante vermelha, invadindo as órbitas de Mercúrio, Vênus e Terra. Em seguida vai liberar as camadas gasosas mais externas, formando uma bela nebulosa planetária expondo o seu núcleo, que será uma anã branca residual incapaz de produzir energia através da fusão nuclear, findando em uma “anã negra”.

Apresentamos abaixo algumas nuvens moleculares que dão origem às estrelas e algumas nebulosas planetárias, resultado final da morte de estrelas com objetos residuais no centro da nuvem temporária.

Foto: NASA / ESA

Parte da nebulosa da Águia na constelação da Serpente, apelidada de “Pilares da Criação”. Uma das mais famosas imagens do Hubble. Região de formação de estrelas.

Foto: ESO

Nebulosa Ômega, M17, também conhecida como “Nebulosa da Ferradura”. Se encontra a 5.500 anos luz da Terra. É um berçário estelar composta por nuvens de gás, poeira e estrelas jovens.

Foto: NASA / ESA

NGC 2264, Nebulosa do Cone, na constelação de monóceros. Outro berçário estelar.

Foto: ESO

M 78, na constelação do Órion. Nebulosa de reflexão com novas estrelas em formação.

Foto: NASA / ESA

Nebulosa planetária NGC 3132, conhecida pelos astrônomos do hemisfério sul como “Nebulosa do Anel do Sul”, entre as constelações  da Antlia  e Vela. Estrela original agonizando no centro.

Foto: NASA / ESA

Nebulosa planetária NGC 6537, “Nebulosa da Aranha Vermelha” na constelação do Sagitário. Está a 3.000 anos luz da Terra

Foto: NASA / ESA

Nebulosa planetária NGC 6543 ou “Nebulosa olho de gato” na constelação do dragão. Anã branca ao centro,  residual da estrela original.

Foto: NASA / ESA

Nebulosa planetária MyCn 18, também conhecida como “Nebulosa da ampulheta” na constelação da Mosca. 8.000 anos luz.

 

ESA - Nebulosa do Orion (M42)

ESO - Impressionante animação 3D da Nebulosa Messier 78 na constelação do Orion

ESA - Formação da Nebulosa "Olho de Gato"

ESO - Animação 3D da Nebulosa Ômega (M17) na Constelação do Orion

Planetário Rubens de Azevedo

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