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  Planetário Rubens de Azevedo

Astronomia

Objetos do Céu Profundo  As Estrelas

AGLOMERADOS ESTELARES

    Como o próprio nome sugere, aglomerados estelares são agrupamentos de estrelas em determinada região do espaço interestelar.

    Existem dois tipos de aglomerados estelares: os aglomerados abertos e os aglomerados globulares.

      Todas as estrelas de um determinado aglomerado foram formadas a partir da mesma nuvem molecular - gigantescas regiões de gás e poeira existentes no Universo que, em implosão, propiciam a formação de estrelas e planetas. Portanto, as estrelas de um mesmo aglomerado possuem a mesma constituição química, aproximadamente a mesma distância de nós e praticamente a mesma idade, pois foram formadas quase ao mesmo tempo. A maior parte dos aglomerados globulares encontram-se no Hemisfério Sul celeste.

       Existem vários aglomerados conhecidos, detectados e fotografados, e deve haver inúmeros deles no Universo. Para ser mais objetivo, vamos listar somente aqueles catalogados no Catálogo de Objetos Messier e comentar alguns deles.

    O prefixo "M" (exemplo: M31), refere-se ao Catálogo de Objetos Messier (catálogo de objetos astronômicos: galáxias, nebulosas, aglomerados estelares, etc.)criado pelo astrônomo francês Charles Messier entre 1764  e 1781.

     NGC significa Novo Catalogo Geral (New General Catalogue), um catálogo de galáxias nebulosas, aglomerados estelares e objetos astronômicos do céu profundo.

Lista de aglomerados do Catálogo de Messier

O belo e rico aglomerado globular Ômega Centauri, NGC 5139 não consta no Catálogo de Messier, mas vamos mostrar sua localização e imagem.

 

Ilustração: Software Stellarium

Foto: ESO

O Aglomerado globular Ômega Centauri possui milhões de estrelas, é considerado o maior e mais brilhante aglomerado globular. Está a cerca de 16.000 anos luz de nós e sua idade é estimada em 12 bilhões de anos. Ele orbita a nossa galáxia e alguns acreditam que esse aglomerado é o núcleo de uma das galáxias anãs canibalizadas pela Via Láctea.

Foto: NASA / ESA / HUBBLE

Outro famoso aglomerado globular é o M13 na constelação de Hércules. Encontra-se a 25.100 anos luz da Terra, sua idade foi estimada em 13 bilhões de anos. Sua magnitude é 5,8, quase no limite da visão a olho nu, mas é facilmente visível mesmo com pequenos telescópios.

Foto: ESO

O segundo mais brilhante e maior aglomerado globular, depois de Ômega Centauri, é o aglomerado 47 Tucanae, na constelação do Tucano. Ele está a cerca de 16.700 anos luz de nós. Su núcleo é denso  e amarelo claro devido concentração de gigantes vermelhas.  Sua magnitude é 4,0 e pode ser visto a olho nu. Possui um diâmetro de 120 anos luz. Localiza-se no Hemisfério Sul celeste.

Foto: NASA / ESA / HUBBLE

O Terceiro aglomerado globular mais brilhante é o M 22 na constelação do Sagitário. Visível até mesmo com uma pequena luneta de 50mm, o M22 (NGC 6656) está localizado próximo à região central da Via Láctea. Possui mais de 70.000 estrelas e se encontra a 10.400 anos luz de nós.

Foto: NASA / ESA / HUBBLE

O quarto mais brilhante aglomerado globular é o NGC 6752 na constelação do Pavão, também não conta no Catálogo de Messier. Somente visível através de telescópio com abertura acima de 9 polegadas. Nesse aglomerado existe uma “rede” de estrelas em arco convergindo para um ponto central.

Foto: NASA / ESA / HUBBLE

O aglomerado M4 (NGC 6121) na constelação do Escorpião, é o quinto mais brilhante e o terceiro maior. O M4 não é visível a olho nu, mas pode ser observado com binóculos e pequenos telescópios. Está a 7.000 anos luz da Terra e tem sua idade estimada em 12,2 bilhões de anos. É considerado o aglomerado globular mais próximo da Terra.

Foto: NASA

Os aglomerados abertos são espetaculares, formam incríveis e belas imagens. O M45, também conhecida Plêiades, “Sete Irmãs”, ou “Sete Estrelo”, é um grupo de estrelas formando um belíssimo aglomerado aberto na constelação do Touro. São visíveis a olho nu, mas com um binóculo ou telescópio é espetacular, mostrando mais de 100 estrelas. As Plêiades são conhecidas desde os tempos mais remotos por vários povos e civilizações em todo o mundo. As primeiras referências a esse aglomerado foram encontradas nos livros Ilíada e Odisseia escritos por Homero entre 750 a.C. e 720 a.C. Na mitologia grega era conhecido como “Sete Irmãs”. Na língua japonesa recebeu o nome de “Subaru”, que inspirou a indústria de carros que recebeu o mesmo nome.

Foto: NASA / Caltech

Outro aglomerado aberto conhecido desde a antiguidade é o “Presépio”, M44 ou NGC 2632, localizado na constelação do Caranguejo. O Presépio é um dos aglomerados abertos mais próximos do Sistema Solar. É visível a olho nu e foi um dos primeiros objetos estudados por Galileu com seu telescópio.

Foto: NASA

O aglomerado aberto M11 na constelação do Escudo, também conhecido como aglomerado do “Pato Selvagem”, é outro belo aglomerado para se observar. Localizado na constelação do Escudo, o M11 é um dos mais compactos aglomerados abertos que se conhece, possui aproximadamente 2.900 estrelas, com idade estimada em 220 milhões de anos. É visível a olho nu, com magnitude 6,0  encontra-se 6.200 anos luz de nós

Foto: NASA

O magnífico M7, (NGC 6475), ou aglomerado de Ptolomeu, localizado na constelação do Escorpião. O M7 é a terceira mancha mais brilhante da Via Láctea. Está a 800 anos luz da Terra e possui magnitude 3,3, podendo ser visto a olho nu. Sua idade está estimada em 220 milhões de anos. Sua localização é muito fácil – fica ao norte da ponta da cauda da constelação do Escorpião.

Foto: Roberto Mura

O belíssimo aglomerado do “Diamante”, NGC 2516, na constelação da Carina. Esse aglomerado Diamante possui estrelas de várias cores. Sua magnitude é 3,8, visível a olho nu.

Foto: VLT / ESO

Outro belíssimo aglomerado aberto é o Arches, nas constelação do Sagitário. O Aglomerado Arches está a 25 mil anos luz da Terra, não é visível a olho nu. É composto por várias estrelas jovens e fica localizado perto do buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea. Sua descoberta é recente, a foto foi obtida, através de uma combinação de tecnologias, pelo Very Large Telescope do ESO no Chile.

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Conteúdo E manutenção do site : Prof. Dermeval Carneiro

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